Nas ruínas mais famosas de Cusco

Os sítios e parques arqueológicos são alguns dos atrativos para quem visita a cidade de Cusco, no Peru. Por lá fica o Vale Sagrado dos Incas, localizado entre os povoados de Písac e Ollantaytambo, paralelo ao rio Vilcanota (rio sagrado). O local reserva muitas histórias e práticas culturais milenares, como no Chinchero, onde os visitantes podem acompanhar o processo de tingimento de tecidos a partir de cores extraídas de produtos naturais.

Para visitar os parques compre um bilhete turístico, que custa em média R$150 a R$200, e inclui transporte e ingresso para entrar em todos os parques e sítios arqueológicos. O bilhete tem validade de três dias. Programe-se para não deixar nenhum lugar fora da sua lista. Agora conheça um pouco sobre cada um deles:

Urubamba: a montanha de Chiqun coberta de neve é uma das imagens mais bonitas do local. É um lugar místico e mágico. Para quem gosta de aventura tem tirolesa e passeios a cavalo.

Písac: a paisagem de Písac é formada por aquedutos, muralhas, fachadas e cursos de água canalizados que passam pela cidade, por lá estão as ruínas que ocupam as colinas.

A paisagem de Písac é formada por aquedutos, muralhas, fachadas e cursos de água canalizados que passam pela cidade

Ollantaytambo: neste parque cada trabalho em pedra é uma verdadeira obra. Uma das atrações do local é o Templo do Sol. É uma obra monumental da arquitetura incaica. É a única cidade da era inca no Peru ainda habitada. Em seus palácios vivem os descendentes das casas nobres cusquenhas. Os pátios mantêm sua arquitetura original.

Chinchero: o povoado de Chinchero foi um importante centro urbano, hoje a vista é de restos de três templos chamados Titiqaqa, Pumaqaqa, e Chincana, que são afloramentos de rocha enormes de calcário esculpidas, como bancos, escadas e armários. Há um grupo de plataformas construídas obedecendo a conformação do solo.

Sacsayhuaman:  é um dos sítios arqueológicos mais importantes do Peru. Seu nome em quéchua significa falcão satisfeito e está localizado a mais de 3,5 mil metros acima do nível do mar. Acredita-se que tenha sido construída para fins cerimoniais, mas também pode ter sido utilizada como um forte. Neste parque acontece o festival Inti Raymi, que representa o ritual incaico de culto ao deus sol.

Tambomachay:  este parque é dedicado ao culto da água e a regeneração da terra. Também conhecido como Baño del Inca, possui uma série de aquedutos, canais e cascatas em sua estrutura rochosa.

Tambomachay é dedicado ao culto da água e a regeneração da terra.

Puka Pukara: a incidência do sol dá um tom avermelhado às pedras desse sítio arqueológico, por isso seu nome em quéchua significa forte vermelho. Localizado a seis quilômetros de Cusco, esse antigo forte militar possui praças, canais e terraços.

Kenko: esse sítio arqueológico é parecido com um labirinto e conta com um espaço para observação astronômica, um anfiteatro com assentos e uma praça semicircular. As galerias subterrâneas escondem uma sala de sacrifícios onde também eram feitas mumificações. Quando foi descoberto o local estava coberto de outo e prata.

Hatun Machay:  este parque é uma verdadeira floresta de pedra. Fica a 4200 metros acima do nível do mar. Lá, você pode fazer trekking e escaladas. É considerada pelos especialistas a mais impressionante formação geológica dos Andes, suas rochas vulcânicas podem atingir até 60 metros de altura e foram moldadas pelas chuvas e o vento.

Maras (distrito): as salinas de Maras são um espetáculo impressionante. Ali o negócio não tem nada a ver com a civilização inca, mas com o povo peruano mesmo, que deu um jeito de produzir sal de qualidade mesmo a dezenas de quilômetros de distância do mar. É que por ali tem uma nascente de água salgada que já era conhecida mesmo antes da chegada dos espanhóis. Se você bloqueia a passagem dessa água, fazendo-a percorrer umas piscinas rasas antes de deixá-la desaguar no rio Vilcanota, você tem uma das mais impressionantes salinas do Mundo. Famílias humildes da região são responsáveis por cuidar de seus próprios tanques, e o dinheiro arrecadado da venda do sal e dos ingressos aos visitantes é rateado entre eles.

 

Conceição Pacheco

Conceição Pacheco

Conceição Pacheco é jornalista, mestranda em linguística pela Unicamp, e uma mulher apaixonada por viagens! Ela compartilha seus roteiros no Blog Viagens em Conta.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *