A música de Desplat

Dessa vez, iremos falar sobre música no cinema. Vocês já imaginaram um filme sem música? Pois bem, algo inimaginável, não é mesmo? “Depois do silêncio, o que se aproxima com maior precisão de expressar o inexpressável, é a música”, disse uma vez o escritor Inglês, Aldous Huxley.

São inúmeros os compositores que dedicaram suas vidas para a indústria cinematográfica. Essa coluna será dedicada para um dos mais influentes e talentosos compositores da atualidade, o francês Alexandre Desplat.

Filho de mãe grega e pai francês, Alexandre cresceu em um ambiente cultural diverso. Teve acesso à música e ao cinema desde muito jovem, estudou piano e trompete e mais tarde escolheu a flauta para se dedicar.

Para enriquecer seus ouvidos, Desplat sempre se dedicou em estudar música de diferentes países, incluindo música brasileira, teve até a oportunidade de trabalhar com o músico/produtor Carlinhos Brown.

No começo de sua carreira trabalhou na composição de trilha sonora para o cinema, para a televisão e para o teatro francês.

O francês Alexandre Desplat é um dos compositores de cinema mais influentes da atualidade

A partir dos anos 2000, suas composições foram reconhecidas internacionalmente e Alexandre começou a compor para os grandes diretores de Hollywood. Desde então, seu nome apareceu em diversos filmes premiados, tais como, Harry Potter (2011, 2012), os dois últimos filmes, O Curioso Caso de Beijamin Button (2008), Moça com o Brinco de Pérola (2003), A Saga Crepúsculo: Lua Nova (2009), O Discurso do Rei (2010), A Árvore da Vida (2011), Moonrise Kingdom (2012), O Grande Hotel Budapeste (2014), que lhe rendeu o Oscar de melhor trilha sonora original, O jogo da Imitação (2015) e A Garota Dinamarquesa (2016), entre vários outros. E, como podem perceber, são filmes de gêneros diferentes e diretores distintos.

As composições de Desplat são únicas de fato, há uma sutileza inexplicável em todos os seus trabalhos. A harmonia e delicadeza de todos os instrumentos que são pensados cuidadosamente por ele enquanto compõe, é algo quase divino.

Deixo aqui então, minha profunda admiração por este compositor, e os aconselho a prestarem maior atenção na trilha sonora dos próximos filmes que assistirão para descobrirem uma outra vertente do cinema.

 

Fotos: Divulgação

Victoria Hautz

Victoria Hautz

Victoria Hautz sempre apreciou o cinema de uma forma diferente. Em 2016, estudou na Dinamarca e um de seus cursos foi cinema mundial. A jovem cinéfila afirma que sétima arte pode nos afetar muito positivamente se deixarmos. Indica assistir pelo menos um filme por semana, com um conteúdo mais profundo e uma produção de qualidade para descobrir um mundo novo dentro de si mesmo.

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