Inocentes traz sua sonoridade intensa ao Sesc Jundiaí

A sexta-feira 13 de abril promete ser memorável para quem é fã de punk rock. Considerada uma das referências do movimento nacional, a banda Inocentes apresenta seus sons pela primeira vez na unidade do Sesc Jundiaí. O show será às 21h30. Antes, às 20h, a banda Cólera sobe ao palco em uma noite de celebrações.

Na ativa desde 1981, a banda punk paulistana é formada por Clemente (voz e guitarra), Ronaldo Passos (guitarra), Nonô (bateria) e Anselmo Monstro (baixo). Aliás, formação que se tornou a mais clássica e duradoura mantida desde 1995, inaugurada com o disco “Ruas”.

Dos sete álbuns e coletâneas gravados, o quarteto compartilha em suas letras realidades, ideais e ideias que se fazem presentes na história recente. Além de dividir o palco com lendas como Sex Pistols, Marky Ramone, Pennywise, Bad Religion, entre outros, também marcou presença nos principais festivais do país como Abril Pro Rock, em Recife, Close Up Planet, em São Paulo, Goiânia Noise, em Goiânia e Porão do Rock, em Brasília).

Considerada uma das referências do punk rock nacional, a banda Inocentes apresenta seus sons pela primeira vez no Sesc Jundiaí

Em entrevista exclusiva ao Acontece Jundiaí, o baterista Nonô (Luis Singnoreti), com passagens pelas bandas Full Range, Siegrid Ingrid, Antítese, entre outras, comenta sobre a turnê comemorativa do lançamento da coletânea ‘Grito Suburbano’, primeiro registro punk nacional, e os 35 anos do EP ‘Miséria e Fome’, que teve na época 13 faixas censuradas e só pode ser lançado como LP anos depois, em 1988. Ele também adianta sobre o novo trabalho. “Inclusive tocaremos a música nova, chamada, “Donos das Ruas”, no show em Jundiaí”, revela. Confira a entrevista!

ACONTECE JUNDIAÍ: Depois de Joinville e Curitiba, agora é a vez de Jundiaí ter a honra de curtir o show comemorativo. A banda se apresentou em outras ocasiões na cidade, mas na unidade do Sesc será a primeira vez, correto? Qual expectativa pra o show?

NONÔ: Neste mês estamos com uma sequência de shows onde tocamos pela primeira vez em Joinville, seguido de Curitiba. Os dois shows foram bem legais. Já participamos de alguns eventos em Jundiaí, inclusive na Virada Cultural há alguns anos quando tocamos com o Cachorro Grande. No Sesc será a primeira vez e trata-se de uma oportunidade interessante por ser com o Cólera que também está lançando um disco e nossa expectativa é das melhores de fazer essa dupla com outras banda da época que representou junto conosco o princípio desse movimento. É a oportunidade das pessoas verem duas bandas da época que continuam na ativa. Quando subimos no palco, fazemos o rock and roll valer a pena de ser visto e ouvido!

ACONTECE JUNDIAÍ: O show marca o lançamento da coletânea ‘Grito Suburbano’ e também celebra os 35 anos do EP ‘Miséria e Fome’, que teve na época 13 faixas censuradas e só pode ser lançado como LP anos depois, em 1988. É possível adiantar alguns sons do repertório?

NONÔ: É um show comemorativo. Naquela época algumas músicas tiveram que ser alteradas, colocadas de alguma forma um pouco menos direta para que pudessem ser liberadas, mas mesmo assim a maioria foi censurada. Mas chegou ao público de uma forma ou de outra. Tocaremos sons do “Miséria e Fome” e faremos uma releitura da carreira inteira, tocando desde as primeiras músicas, as mais hardcore, até as últimas. Inclusive vamos tocar um som novo que não saiu ainda, mas estamos tocando nos shows e vendo a reação e a receptividade está sendo bem legal. Estamos retomando o som antigo, falando das ruas, das gangues que é algo bem temático da época. O pessoal está curtindo bastante.

ACONTECE JUNDIAÍ: A banda está na ativa desde 1981 e é consagrada como um ícone do punk rock e do rock nacional. Qual é o segredo da ‘resistência’?

NONÔ: É difícil falar de nós mesmos, mas realmente somos considerados um ícone do rock, lógico juntamente com outras bandas, como Cólera, Ratos de Porão, entre outras. Acho que o segredo é da resistência é fazer aquilo que gostamos. Procuramos fazer do Inocentes a nossa verdadeira expressão da arte e não usar como uma coisa que fosse apenas à rentabilidade porque senão isso faria com que o Inocentes se desviasse do rock, da sua proposta. Todos temos trabalho paralelo, suas atividades com alguma remuneração e procuramos manter o Inocentes para expressar nossa arte independente se está vendendo ou não, se está na mídia ou não. Então acho que o segredo é esse. É você ter condições de expressão sua arte verdadeiramente.

ACONTECE JUNDIAÍ: Quais projetos para 2018?

NONÔ: Lançaremos um EP com quatro músicas, uma delas chama-se “Donos das Ruas” e estamos tocando nos shows. Provavelmente esse será o nome do EP.  Também continuaremos fazendo nossos shows que é o que gostamos de fazer, tocar com a galera. Levar o nosso som para o público em geral conhecer e reviver a história do punk rock.

 

Serviço:

Cólera e Inocentes

Dia 13 de abril, sexta-feira

Sesc Jundiaí

Ingressos: R$ 12,00 (comerciário), R$ 20,00 (meia) e R$ 40,00 (inteira). Um único ingresso dá direito aos dois shows. Venda pela internet e na bilheteria da unidade.

 

Ellen Fernandes
Fotos: Fernando Rocha

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