A Arte de Sofia

Sendo a primeira coluna do Portal de notícias “Acontece Jundiaí”, dedico essas linhas para todas aquelas mulheres que estão lendo ou ainda irão ler, até mesmo para aquelas que não irão. Assim sendo, dedico essa estréia à Sofia. Sofia Coppola.

Caso não tenha ouvido falar deste nome, certamente ouviu o de seu pai, Francis Ford Coppola, famoso diretor americano, aquele que dirigiu  O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972). Filha de um dos mais renomados diretores de Hollywood, Sofia cresceu na maior indústria cinematográfica do mundo e obviamente isso teria um grande impacto em sua vida na hora de escolher uma profissão. Fez algumas participações nos filmes de seu pai, mas não atraiu boas críticas.

Após os estudos no Instituto de Artes da Califórnia, Sofia filmou seu primeiro longa-metragem em 1999, intitulado As Virgens Suicidas (The Virgin Suicides), baseado no livro de Jeffrey Eugenides de 1993. Em pouco tempo a diretora conseguiu mostrar sua vocação como cineasta, deixando claro que seu sobrenome não era mais importante do que seu talento. A partir deste longa, Sofia foi vista com outros olhos pela mídia.

Em 2003 ela escreveu e dirigiu o filme Encontros e Desencontros (Lost in Translation), e foi indicada e vencedora do Oscar de Melhor roteiro original. Sofia foi criando ao longo dos anos um estilo delicado e sutil em seus filmes, com trilhas sonoras bem escolhidas, locações pensadas e atuações sensíveis. Sempre selecionando mulheres como protagonistas, em uma indústria onde faltam mulheres em evidência, Coppola tentou e conseguiu se estabelecer como umas das mais famosas diretoras do mundo.

Em  2006, lançou a versão audiovisual da biografia de Marie Antoinnet, rainha da França. O filme, que foi o primeiro a ser feito depois de sua conquista do Oscar, claramente mostra o quão grande era o seu orçamento. Filmado no Palácio de Versalhes, o longa mergulha na vida da jovem rainha e nos faz suspirar com o figurino, que foi nomeado e ganhador do Oscar nessa categoria.

Em 2010, lançou o filme, Um Lugar qualquer (Somewhere) contando a história de uma jovem garota com um pai ausente. Muitos dizem que foi inspirado em sua própria vida durante seu crescimento, devido ter tido o pai, Francis, ausente por conta de seu trabalho.

Em 2013, mais uma vez baseado em um livro, Sofia lançou Bling Ring – A Gangue de Hollywood (Bling Ring) escrito pela Jornalista americana Nancy Jo Sales. O enredo conta a história de alguns jovens da cidade de Los Angeles que foram presos por invadirem casas de celebridades.

Quatro anos se passaram e Sofia nos entrega um remake dos anos 1970. Em 2017, foi lançado O Estranho que nós amamos (The Beguiled, 1971), que originalmente foi um livro escrito por Thomas Cullican em 1966. Coppola reescreveu o roteiro e dirigiu o filme. Entre o elenco estão Nicole Kidman, Kristen Dust e Colin Firth. Um drama/suspense que se passa durante a guerra Cívil Americana no século XIX. O longa foi lançado no final do mês de Julho, mas já foi nomeado para vários prêmios internacionais. Sofia recebeu o prêmio de melhor diretora no Festival de Cannes deste ano, entrando para história sendo a segunda mulher a ganhar esse prêmio em 70 anos de festival.

Agora, você ficou sabendo quem Sofia Coppola é. Guarde esse nome, pois certamente ainda iremos ouvir falar muito nele.

Victoria Hautz

Victoria Hautz

Victoria Hautz sempre apreciou o cinema de uma forma diferente. Em 2016, estudou na Dinamarca e um de seus cursos foi cinema mundial. A jovem cinéfila afirma que sétima arte pode nos afetar muito positivamente se deixarmos. Indica assistir pelo menos um filme por semana, com um conteúdo mais profundo e uma produção de qualidade para descobrir um mundo novo dentro de si mesmo.

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