Um império chamado Machu Picchu

Em tempos de crise viajar parece uma questão de luxo, mas não é! Com um pouco de planejamento é possível conhecer lugares bacanas, incluindo opções para todos os gostos e bolsos. Vou começar nosso bate papo pelo Peru, um roteiro bastante procurado na América do Sul, por abrigar Machu Picchu, que está na lista das 7 Maravilhas do mundo. Com uma média de R$ 3 mil em baixa temporada é possível fazer este roteiro.

Comecei por Lima, passando por Cusco, e finalmente Águas Calientes, onde estão as históricas montanhas Machu Picchu. Há duas formas para chegar lá: a mais econômica e aventureira é fazer a trilha de 10 km, da hidrelétrica de Cusco até a cidade de Águas Calientes, o cenário é deslumbrante e você andará em média 3 horas. Outra opção é embarcar no trem turístico que custa cerca de US$ 70 a US$ 150.

Águas Calientes é um vilarejo muito acolhedor, com comidas típicas e pessoas simpáticas. Porém, não há nada para fazer lá, além de comer e dormir. Recomendo que você chegue à cidade por volta das 19h ou 20h, para que dê tempo jantar, comprar o bilhete do ônibus que sobe para Machu Picchu (sim, tem que pegar mais um micro-ônibus que sobe a montanha em 20 minutos, ou você pode subir a pé que leva cerca de 1 hora e meia), e depois vá para o hotel descansar, pois o dia seguinte começará cedo.

O melhor horário para chegar a Machu Picchu é quando os primeiros raios solares surgem pelas montanhas e iluminam a cidade. Para ter essa experiência, acorde cedo! Levante às 4 da manhã, tome um café reforçado e siga as placas em direção a Machu Picchu. Mochila nas costas, um tênis confortável, calça não muito pesada e um lanche leve com frutas (isso é importante, pois as coisas são bem caras lá), protetor solar, óculos de sol, passaporte, RG na mão e pé na estrada, bora fazer a caminhada de 1h30 pelos degraus do “império inca”.

Quando se fala em conhecer Machu Picchu, visitar Cusco é obrigatório, pois acaba sendo a base, por ser uma cidade com bons hotéis, ótima gastronomia e uma boa vida noturna. Além disso, existem vários sítios arqueológicos nas redondezas e acaba sendo o ponto de partida para tours e passeios. Tudo isso acontece em volta da famosa Plaza das Armas, por isso fique hospedado nas proximidades. Para quem gosta de compras, Cusco tem vários lugares de artesanatos, roupas e artigos de prata com preços muito bons.

Se você não quer perder nenhum dia de viagem, previna-se! Tome muito chá de coca. Devido à altitude, cerca de 3.500 metros, qualquer atividade física cansa. Desde tirar a mala do carro até andar alguns metros, você já sente um cansaço. Também em decorrência da altitude, algumas pessoas sentem mal estar, com ânsia, dores de barriga e diarreia, por isso aproveite o chá de coca que é oferecido como cortesia nos hotéis.

Além de Machu Picchu existem outros passeios que são incríveis e que se tornam obrigatórios se você quiser conhecer um pouco mais da cultura Inca. Em minha passagem por Cusco fiz dois passeios: Vale Sagrado e City Tour, e para fazê-lo é necessário comprar um boleto turístico que custa cerca de 140 Soles (cotação próxima ao real), incluso o ônibus e guia. No próximo artigo falaremos dos parques arqueológicos de Cusco e os atrativos de Lima, capital do Peru.

Conceição Pacheco

Conceição Pacheco

Conceição Pacheco é jornalista, mestranda em linguística pela Unicamp, e uma mulher apaixonada por viagens! Ela assina a coluna Dicas de Viagem, onde compartilhará suas experiências nos mochiões pelo Brasil e Europa.

One thought on “Um império chamado Machu Picchu

  • Setembro 12, 2017 at 10:29 am
    Permalink

    Amei Conceição! Ótima dica… parabéns pelo Canal

    Reply

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *